Em live com Flávio Bolsonaro, Riedel reforça seu projeto para MS e aposta em bancada forte no Senado com Tereza, Reinaldo e Contar

ELEIÇÕES 2026

Riedel, Tereza Cristina e Capitão Contar participaram da superlive de Flávio Bolsonaro e reforçaram a unidade do grupo nas eleições em Mato Grosso do Sul.

O governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição pelo Progressistas, colocou nesta quarta-feira (23) a articulação da futura bancada de Mato Grosso do Sul no Senado entre os temas políticos da campanha ao participar da “superlive” comandada pelo candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro.

Ao lado da senadora Tereza Cristina (PP) e do candidato ao Senado Capitão Contar (PL), Riedel citou a expectativa de contar com duas vagas do PL no Senado, em referência às candidaturas do ex-governador Reinaldo Azambuja e de Contar.

Reinaldo não participou da transmissão, mas foi incluído por Riedel na composição política projetada para representar Mato Grosso do Sul em Brasília. A formação reuniria Tereza Cristina, que já exerce mandato pelo PP, e os dois candidatos do PL às duas vagas que estarão em disputa neste ano.

A fala reforça um dos eixos da campanha de Riedel: associar a disputa pelo Governo do Estado à construção de uma bancada federal alinhada às prioridades de Mato Grosso do Sul. Na transmissão, o governador também afirmou que trabalha para conquistar a reeleição ainda no primeiro turno.

Agro e crédito no centro da conversa

Além da articulação eleitoral, a participação das três lideranças políticas do estado foi marcada por temas econômicos diretamente ligados à realidade do Estado.

O agronegócio ocupou boa parte dos cerca de 30 minutos de conversa, com destaque para os juros elevados, a dificuldade de acesso ao crédito e a necessidade de ampliar mecanismos de proteção ao produtor rural.

Riedel afirmou que taxas entre 18% e 20% tornam difícil a capacidade de pagamento dos produtores e relatou casos de propriedades vendidas ou tomadas por instituições financeiras. Para o governador, o cenário reduz a capacidade de investimento e compromete a perspectiva de crescimento do setor.

Tereza Cristina também abordou o seguro rural e defendeu maior previsibilidade para os recursos destinados ao programa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou a proposta de um fundo garantidor para permitir que os bancos ofereçam crédito ao agronegócio com juros menores e defendeu mecanismos para evitar o contingenciamento desses recursos.

Segurança e fronteira

A segurança pública foi o segundo grande eixo da transmissão. Com Mato Grosso do Sul na fronteira com Paraguai e Bolívia, o avanço das organizações criminosas e o tráfico de drogas foram tratados como problemas que ultrapassam os limites estaduais.

Capitão Contar defendeu o reconhecimento das facções criminosas como organizações terroristas e maior intercâmbio de informações de inteligência entre os países vizinhos. Também argumentou que os custos do combate ao crime na faixa de fronteira não podem ficar concentrados apenas no Estado.

Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul já enfrenta diretamente a disputa entre organizações criminosas e destacou a atuação das forças estaduais de segurança.

Segundo o governador, mais de 600 toneladas de drogas foram apreendidas no Estado no ano passado. A cobertura da transmissão, porém, registra que o número fechado de 2025 não foi localizado e que a Sejusp havia contabilizado 407,5 toneladas entre janeiro e setembro de 2024.

Agenda de Mato Grosso do Sul

A participação de Riedel, Tereza Cristina e Capitão Contar na mesma transmissão também serviu para apresentar uma agenda que combina temas estaduais e nacionais: crédito e seguro para o produtor rural, fortalecimento do agronegócio, combate ao crime organizado, segurança nas fronteiras e maior participação de Mato Grosso do Sul nas decisões tomadas em Brasília.

Nesse contexto, a referência de Riedel a Reinaldo Azambuja e às duas vagas do PL no Senado acrescentou uma dimensão política à conversa. A mensagem transmitida pelo governador foi a de que a eleição para o Senado também está relacionada à capacidade de articulação que Mato Grosso do Sul terá no Congresso Nacional.

Ao final da transmissão, houve pedido de votos para candidatos da coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”, que reúne PP, União Brasil, PL entre outras legendas.

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