Como a Estratégia 2040 e a projeção de US$ 30 trilhões para a bioeconomia abrem portas para um desenvolvimento mais justo e sustentável
A Cúpula Global de Bioeconomia (Global Bioeconomy Summit), realizada em Dublin, na Irlanda, apresentou a primeira versão da Estratégia 2040, um plano de longo prazo focado em expandir a bioeconomia mundial nas próximas décadas. O evento reuniu líderes políticos, cientistas e investidores para consolidar as diretrizes do setor. O movimento reflete iniciativas lideradas pelo Brasil no G20 e os desdobramentos da COP30.
Projeções de Mercado e os Três Eixos da Estratégia 2040
De acordo com o Fórum Mundial de Bioeconomia, o setor movimenta atualmente US$ 4 trilhões, com potencial de alcançar US$ 30 trilhões até 2050, o que representará cerca de um terço da economia global.
Para nortear esse crescimento, a nova estratégia foi estruturada em três pilares fundamentais:
- Crescimento econômico sustentável: Foco no desenvolvimento de biomassa, biocombustíveis e energias alternativas.
- Natureza: Consolidação do setor como ferramenta de descarbonização e adaptação às mudanças climáticas.
- Justiça social: Promoção de transição justa e geração de renda para povos indígenas, comunidades locais e países do Sul Global.
O Legado Brasileiro no Debate Global
As metas do documento têm caráter orientativo e dependem fortemente de cooperação internacional e novos mecanismos de financiamento. Segundo Gabriela Savian, diretora de Políticas Públicas do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), a participação brasileira foi essencial para injetar preocupações sociais e ambientais no debate internacional, enriquecendo a perspectiva europeia tradicionalmente focada apenas no aspecto industrial e de biomassa.
A versão final da Estratégia 2040 deve ser concluída com planos de financiamento para estimular o setor em escala global.
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By Jornalista Rodrigo Afonso




