Diferenças podem aproximar o casal quando há amor e sabedoria

GOSPEL

Pastora e psicóloga diz que conflitos surgem da forma como o casal administra as divergências e defende diálogo, acordos e direção do Espírito Santo para fortalecer a união

A Bíblia apresenta o casamento como a união de duas pessoas com histórias, temperamentos e experiências diferentes, chamadas por Deus a viver em unidade. Em vez de exigir que marido e mulher sejam iguais, as Escrituras orientam que ambos pratiquem o amor, a humildade e a edificação mútua. Em Efésios 4:29, o apóstolo Paulo recomenda que nenhuma palavra destrutiva saia da boca dos cristãos, mas apenas aquelas que promovam a edificação. Esse princípio, segundo a pastora e psicóloga Priscila Rodovalho, autora do livro A Beleza da Restauração (Editora Vida), é essencial para que as diferenças fortaleçam — e não enfraqueçam — o relacionamento.

Para a especialista, pensar e agir de maneira diferente faz parte da realidade de qualquer casamento. O problema, segundo ela, está na maneira como essas diferenças são enfrentadas. “Pensar diferente é absolutamente normal. O problema não são as diferenças, mas transformar cada discordância em uma guerra. O casal precisa aprender a chegar a um consenso”, afirma.

Priscila explica que, sem a sabedoria de Deus, pequenas divergências podem evoluir para conflitos marcados por palavras agressivas e ofensas. “Quando falta a direção do Espírito Santo, o casal endurece a forma de falar. A Bíblia ensina que a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura provoca a ira. É justamente aí que começam as agressões verbais”, destaca.

Diferenças podem fortalecer a família

Na avaliação da pastora, personalidade, temperamento e criação familiar não devem ser vistos como obstáculos ao casamento, mas como características que podem complementar a vida a dois quando compreendidas corretamente. Segundo Priscila, um dos erros mais comuns é esperar que o cônjuge pense e reaja da mesma maneira.

“Você não pode querer que seu marido ou sua esposa seja uma cópia de você. As diferenças existem e podem fortalecer a família, desde que haja entendimento, respeito e disposição para aprender um com o outro”, explica.

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